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Geoprocessamento, tecnologia e o planejamento urbano



POR Fabio Carrion | terça-feira, 10 de outubro | GESTÃO PÚBLICA

Umas das grandes metas de uma gestão pública é melhorar a qualidade de vida da população nas áreas urbanas, antecipando necessidades e garantindo moradias com infraestrutura, acessibilidade e segurança. No entanto, para alcançar objetivos tão desafiadores o investimento em  planejamento urbano é imprescindível.

Para isso, como em qualquer projeto, são necessárias algumas ferramentas que venham a colaborar de forma intensa para o alcance das metas com excelência, e uma delas é o geoprocessamento.


Motivos para investir em planejamento urbano


A qualidade de vida da população é sem sombra de dúvidas o principal motivo para se investir no planejamento urbano. Mas para que se atenda este objetivo e outros anseios da sociedade torna-se necessário identificar algumas vantagens que o planejamento urbano proporciona: 


1 - Impacto na economia, pois permite controlar a  localização e distribuição das atividades econômicas. Municípios com infraestrutura atraem investidores.

2 - O aumento da arrecadação é um fator muito importante e uma consequência gerada pelo planejamento urbano, pois possibilita um controle de obras e  permite fiscalizar as mesmas, fazendo com que o Plano Diretor seja cumprido. Além disso, mantém atualizado o cadastro imobiliário do município - lembrando que cadastro atualizado e consistente é base para receita de IPTU, que possibilita o investimento em infraestrutura.

3 - Na segurança, pois um projeto estratégico para controle de espaços públicos  que responda às preocupações dos cidadãos é um meio para proporcionar uma cidade melhor e mais segura.

4 - O controle na degradação do meio ambiente, já que o planejamento urbano permite que se faça um licenciamento ambiental com qualidade, fazendo com que o meio ambiente seja preservado.


Conhecer para planejar 

 

O conhecimento é o ato de conhecer, é ter noção de alguma coisa, é ter a instrução para uma tomada de decisão. Logo, para efetuar um planejamento urbano é necessário conhecer o espaço, o mapeamento temático e os dados providos por ferramentas. Sem o conhecimento não há como  antever os impactos do crescimento, sejam eles positivos ou negativos. Ele é base para desenho urbano e projeto das cidades, e é neste momento que  planejamento urbano encontra seu maior aliado: o geoprocessamento.


A ferramenta

      

O geoprocessamento surgiu no final do século XX como uma ferramenta de alta tecnologia e inovação para interpretações relacionadas ao espaço. 

É uma ferramenta dotada de um conjunto de métodos e técnicas que viabilizam o processamento de dados, permitindo a produção e a interpretação de imagens. Quando  aliada a tecnologias como a dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), possibilita a análise de informações  georreferenciadas sobre a demografia, imóveis rurais e urbanos, bacias hidrográficas ou  meio ambiente. Ou seja, o geoprocessamento é uma ferramenta que permite controlar e conhecer a movimentação da natureza e da sociedade. 


Geoprocessamento e o planejamento urbano


Os dados levantados por meio de estudos e as análises geográficas junto à automação dos procedimentos administrativos (sistemas de gestão) permite à gestão traçar objetivos ou metas para o crescimento do município.

Atualmente os Sistemas de Informação Geográfica estão interagindo com sistemas de gestão pública, permitindo a atualização do cadastro imobiliário do município.

 A atualização impacta diretamente na arrecadação do município, pois através de uma única imagem pode se identificar construções em lotes cadastrados na prefeitura como baldios, por exemplo, deixando assim de arrecadar impostos e taxas. 

Mas ele não auxilia apenas em questões financeiras. Uma imagem pode garantir o cumprimento da lei do Plano Diretor, que tem por objetivo traçar diretrizes para construções e manter a harmonia entre crescimento urbano e o meio ambiente.

A ferramenta também disponibiliza informações como características geológicas, geomorfológicas, declividades ou áreas de ocorrências de doenças e área de expansão urbana, análise de infra-estrutura, informações socioeconômicas, Lei de Uso e Ocupação do Solo, Zoneamento Econômico-Ecológico, cadastro técnico multifinalitário, análises de interesses ambientais e cadastro escolar.


Logo, conclui-se que o geoprocessamento proporciona ao município economia, agilidade no procedimentos para atendimento das premissas de um projeto e, principalmente, quando aliado a sistemas de gestão, torna-se um instrumento que disponibiliza subsídios para uma  gestão de sucesso, tendo em mãos um planejamento urbano consistente que gera qualidade de vida à sociedade, com o pé no presente e olhos no futuro.




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